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Osteoartrite Equina: O Inimigo Silencioso da Performance

Osteoartrite Equina: O Inimigo Silencioso da Performance

23/06/2026
Osteoartrite Equina: O Inimigo Silencioso da Performance

Antes de falarmos sobre osteoartrite, é muito importante que saibamos das estruturas que compõem a articulação. A estrutura articular é, anatomicamente, constituída por cápsula (fibrosa e membrana sinovial), cartilagem articular, líquido sinovial osso subcondral, e apresenta circulação sanguínea e inervação locais, que, em conjunto, auxiliam a manutenção da homeostasia e mobilidade. As alterações neste equilíbrio promovem a inflamação, degradação e o quadro doloroso, situações presentes na osteoartrite.

A osteoartrite é considerada uma enfermidade de caráter crônico que leva a degradação progressiva da cartilagem articular e, geralmente, está associada a alterações nas demais estruturas da articulação. Como consequência da importante inflamação, instala-se um quadro doloroso que leva à redução da capacidade articular. A afecção pode ser desencadeada por sobrecarga e instabilidade da articulação, trauma repetitivo na região ou até mesmo excesso de peso do animal. As articulações mais acometidas estão relacionadas com as modalidades esportivas exercidas pelos equinos, como por exemplo:

Metacarpofalangeana e intercárpica, no caso dos cavalos de corrida;

A femorotibial nos animais praticantes da prova de três tambores;

E a intertársica distal e tarsometatársica, nos equinos participantes da modalidade de salto.

Com o treinamento intenso, o aumento da carga instituída pode provocar sinovite (inflamação da sinóvia), mecanicamente induzida com a produção e liberação de citocinas, e por consequente estimulação de metaloproteinases e de outros componentes inflamatórios e de degradação.

A idade também é apontada como um fator predisponente, visto que o envelhecimento provoca alterações nos tecidos articulares e periarticulares, levando a modificações das propriedades biomecânicas. No que diz respeito à patogênese, diagnóstico e tratamento, a classificação da OA equina pode ser dividida em cinco tipos:

Tipo 1 aguda: que afeta atletas de corrida e relaciona-se com a sinovite, lesionando articulações de alta mobilidade como a cárpica e metacarpofalangeana.

Tipo 2 denominada insidiosa: caracterizada por atingir articulações com pouca mobilidade e grande apoio, como, por exemplo, a interfalangeana e intertársica.

Tipo 3: geralmente é considerada como sem relevância clínica, por ser encontrada somente em necropsias, revelando uma erosão em cartilagens articulares de caráter não progressivo.

Tipo 4: é uma consequência de fraturas intra-articulares, rupturas ligamentares, feridas, osteocondrose e/ou artrite séptica.

Tipo 5: designada condromalácia, não possui um esclarecimento total, sendo uma condição de amolecimento da cartilagem que reveste a patela.

Tratamento

Tratar doenças articulares é uma arte e não há nenhuma receita específica, é comumente tratada por meio de intervenções articulares, terapia sistêmica com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), repouso e técnicas fisioterápicas, além de procedimentos cirúrgicos quando necessário, tal como curetagem da cartilagem ou do tecido ósseo.

É muito utilizado corticosteroides, potentes anti-inflamatórios, administrados de forma intrassinovial, como, por exemplo, metilpredinisolona, triancinolona e dexametasona. Esses medicamentos bloqueiam a produção de prostaglandina por meio da inibição da fosfolipase, o que impede a metabolização do ácido araquidônico, causando rápida analgesia. Hoje a triancinolona mais utilizada no Brasil por ter a maior concentração do mercado é o Atriben, um poderoso anti-inflamatório e o melhor corticoide para equinos, indispensável nesses processos.

O Ácido Hialurônico apresenta efeito benéfico sobre a promoção da homeostasia articular, é considerado um importante constituinte da cartilagem atuando como principal lubrificante dos tecidos moles sinoviais quando é administrado pela via intra-articular, pois apresenta melhor resposta nas lesões articulares agudas.

É de extrema importância se observar o peso molecular, pois ele fará maior atração de água para a região, melhorando a viscoelasticidade da articulação, proporcionando um retorno rápido as provas e competições. A pureza dos componentes da fórmula garante maior qualidade no resultado, a esterilidade é outro fator importantíssimo já que essas infiltrações quase sempre são feitas em lugares fora do hospital e clínicas, favorecendo infecções.

O mais antigo Ácido Hialurônico do Brasil fabricado especificamente para o Cavalo Atleta é o Lacril, um produto único, ele tem origem microbiológica (bacteriano) que garante alta pureza, não possui conservantes artificiais (conservantes são altamente alergênicos), ele é um produto totalmente estéril, feita por radioesterilização, além de ter o maior peso molecular do mercado veterinário de equinos, com impressionantes 3.200.000 daltons, permitindo uma resposta de qualidade e a longo prazo.

O Lacril normaliza a quantidade e a qualidade do líquido sinovial, reduz da fricção articular, dores e  inflamações, melhora a mobilidade articular promovendo a condroproteção, permitindo um rápido retorno as competições de forma segura.

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